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Mais de 600 visitantes no primeiro domingo com entrada gratuita

4 de Setembro, 2023

O Museu Nacional Soares dos Reis recebeu mais de 600 visitantes no primeiro domingo em que a entrada passou a ser gratuita das 10h às 18h para os residentes em Portugal.

 

Recorde-se que de acordo com a nova legislação as entradas são gratuitas todo o dia aos domingos e feriados, a partir de 1 de setembro.

 

Neste primeiro dia, contaram-se 627 visitantes, dos quais 443 (cerca de 71 %) são residentes no país.

O horário mantém-se de terça-feira a domingo 10h00 às 18h00 (última entrada às 17h30), com encerramento à segunda-feira. Até ao final de setembro, e seguindo o horário de verão, o Museu tem prolongamento de horário às quintas-feiras, entre as 18h00 e as 20h00, também com entrada gratuita.

 

Exposição de longa duração, jardins e exposição temporária

 

Os visitantes podem visitar integralmente o Museu Nacional Soares dos Reis, incluindo a exposição de longa duração, os jardins e a exposição temporária Portreto de la Animo Art Brut Etc., patente até 12 de novembro.

Jardim do Museu Nacional Soares dos Reis é palco do Maracujália

30 de Agosto, 2023

O jardim do Museu Nacional Soares dos Reis é palco, no próximo dia 16 setembro, de mais uma edição do Maracujália, evento criado em 2015 e que conta já com cerca de 30 edições realizadas entre Porto, Lisboa e Rio de Janeiro.

 

Este amplo espaço verde no coração da cidade será preenchido com uma energia vibrante, cores vivas, alegria contagiante, movimento constante e uma dose generosa de criatividade.

 

O dia será recheado de atividades diversificadas, desde a dança e arte até à street food, conferências, performances, cinema e muita música.

Será  proporcionada uma viagem musical eclética, começando nos ritmos ancestrais da world music e passando pelo sabor intenso da cumbia e das sonoridades tropicais da América Latina. No meio deste espectro musical, a intensidade e o poder da música eletrónica, com base no house e em ritmos tribais alegres e contagiantes. O Funk Carioca também cabe no alinhamento.

 

O antigo velódromo Maria Amélia

O jardim do Museu Nacional Soares dos Reis localiza-se nas traseiras do Palácio dos Carrancas, onde, em 1894, foi inaugurado o velódromo Maria Amélia, de que ainda restam significativos vestígios.

 

Um equipamento que, na altura, veio dar resposta ao crescente entusiasmo que a elite do Porto dos finais do século XIX sentia pela bicicleta.

 

Destinado para corridas dessas “loucas e velozes máquinas”, com um traçado que permitia percorrer um quilómetro em três voltas, este foi um dos primeiros recintos desportivos da cidade e integrava também dois campos de ténis.

 

Aberto no que seria então uma pequena mata e espaço de hortas, cedidos pelo rei D. Carlos à Associação Velo Club do Porto, o velódromo desenvolvia-se nas traseiras do neoclássico Palácio dos Carrancas mandado construir em 1795 pela família Morais e Castro e que, adquirido em 1861 pelo rei D. Pedro V, se convertera na residência oficial da família real em deslocações ao Porto.

 

Posteriormente, a partir de 1940, foi convertido no Museu Nacional Soares dos Reis. A designação do velódromo resulta do nome da esposa do rei D. Carlos I: a rainha Dona Amélia.

 

Atualmente, em exposição no Jardim do Museu (ex-velódromo) estão objetos em pedra ligados à história da cidade do Porto. A grande maioria destes objetos é proveniente de demolições de edifícios (conventos ou capelas), fontes e muralhas, que se verificaram no final do século XIX e início do XX, em consequência do crescimento urbanístico da cidade.

«O Centro de Arte Contemporânea do Museu Nacional Soares dos Reis»

30 de Agosto, 2023

Já se encontra disponível um novo número da Revista MIDAS. Trata-se de um dossier temático dedicado ao tema “Museologia: Diálogos e Encontros Ibéricos”, coordenado por Ana Carvalho e Susana S. Martins.

 

De entre os vários artigos publicados, destacamos “O Centro de Arte Contemporânea e o Museu Nacional de Soares dos Reis. Análise de uma parceria institucional”, de autoria de Inês Silvestre.

 

O Centro de Arte Contemporânea (CAC) funcionou entre 1976 e 1980 no Museu Nacional de Soares dos Reis (MNSR), no Porto, com vista à exposição, estudo e divulgação de arte contemporânea.

Neste artigo, a autora visa analisar a parceria institucional estabelecida entre o CAC e o MNSR durante esses quatro anos. Para tal, é contextualizada “a criação do CAC a partir da perspetiva da ausência de um museu de arte moderna capaz de atender às necessidades da comunidade artística nacional, bem como do panorama das intensas dinâmicas artísticas desenvolvidas no Porto a partir de meados do século XX”.

 

No período pós-revolução de 1974, a cidade do Porto foi palco de alguns movimentos que reclamavam para a cidade a criação de um espaço para a exibição da arte produzida à época, de que é exemplo mais conhecido o designado “Enterro do Museu Nacional de Soares dos Reis”, uma manifestação de carácter performático realizada no dia 10 de Junho de 1974.

 

A importância do já existente Centro de Arte Contemporânea foi determinante para que a Secretaria de Estado da Cultura viesse a escolher o Porto para localização do futuro Museu Nacional de Arte Moderna. Em 1986, o Estado adquiriu a Quinta de Serralves para esse fim, e em 1989, é criada a Fundação de Serralves.

 

No final do ano passado, Inês Silvestre (Doutoranda em História da Arte na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa) apresentou uma comunicação sobre o mesmo tema no VI Fórum Ibérico de Estudos Museológicos: Novas Perspectivas de Investigação, promovido pela Universidade de Évora.

 

A MIDAS é uma revista dedicada aos museus enquanto campo de trabalho e reflexão interdisciplinar, com arbitragem científica, semestral e em acesso aberto. A revista é publicada em Portugal, mas assume uma abordagem internacional, privilegiando uma relação de proximidade e diálogo com os países de língua portuguesa e espanhola.

 

 

Créditos da imagem ©Arquivo MNSR DGPC/ADF
Fotografia da obra Um campo depois da colheita para deleite estético do nosso corpo (1973-1976) apresentada na exposição retrospetiva de Alberto Carneiro no MNSR em setembro de 1976.

Utentes da OficINa de visita à Exposição Portreto de La Animo

29 de Agosto, 2023

Um grupo de utentes da OficINa – Arte Bruta Inclusiva, espaço de criação artística da Associação r.INseRIR, em parceria com o Departamento de Psiquiatria do Hospital Distrital de Santarém, visitou, esta manhã, a Exposição «Portreto de La Animo Art Brut etc», patente no Museu Nacional Soares dos Reis.

 

A OficINa – Arte Bruta Inclusiva tem por objetivo apostar na reabilitação de pessoas com doença mental grave, mobilizando a arte como ferramenta terapêutica. Pintura, costura ou restauro de móveis são algumas das atividades desenvolvidas neste espaço.

 

A temática da Exposição «Portreto de La Animo Art Brut etc» insere-se, assim, no âmbito dos objetivos programáticos deste projeto, criado em maio de 2021.

De resto, um dos elementos do grupo de utentes da OficINa – Arte Bruta Inclusiva que, esta terça-feira, visitou o Museu Nacional Soares dos Reis é Tomás Vieira*, autor de duas das peças que integram a atual exposição.

 

A mostra é composta por peças selecionadas da Coleção Treger Saint Silvestre que se relacionam com processos de autorrepresentação e que foram produzidas, maioritariamente, em contextos de doença.

 

O Museu Nacional Soares dos Reis proporciona, assim, o encontro destas obras de arte, inscritas em correntes que vão além das tradicionais, com outras do seu próprio acervo.

 

Pretende-se proporcionar a contemplação, a empatia e o reforço do elo emocional entre o público e as composições em exposição. Trata-se de criar uma experiência de fruição, mas essencialmente de consciencialização para o mundo interior da pessoa e as suas expressões.

 

De acordo com informação disponibilizada pela Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental, Portugal é o segundo país com a mais elevada prevalência de doenças psiquiátricas da Europa.

 

A exposição “Portreto de La Animo Art Brut etc”, de acordo com o curador António Saint Silvestre considerada “a maior mostra de Arte Bruta alguma vez realizada na Península Ibérica”, é promovida em parceria com a Câmara Municipal de São João da Madeira, o Centro de Arte Oliva e os colecionadores António Saint Silvestre e Richard Treger, com o apoio mecenático da Fundação Millennium bcp e da Lusitânia Seguros e o apoio institucional do Círculo Dr. José de Figueiredo – Associação de Amigos do MNSR.

 

Estará patente ao público até 12 novembro 2023.

Obras de Tomás Vieira

*Tomás Vieira é um apaixonado pelas artes, cinema e música. Gosta de pintar ao som da música, a sucessão de sons é a sua inspiração para “rabiscos” e composições artísticas.

 

As cores são inspiradas nas décadas musicais que ouve, cada década tem a sua estética. Para Vieira os anos 60 são uma bola vermelha, os anos 70 são cinzentos, os anos 80 são roxos, os anos 90 são verdes, os anos 2000 são brancos e a partir de 2010 são as cores néon.

 

Tomás Vieira tem um senso de humor aguçado e aprecia a simplicidade da vida. Crítica o uso excessivo de plástico. A família e os amigos são o seu refúgio. Van Gogh e Andy Warhol são os seus artistas preferidos e Bob Dylan, David Bowie e Talking Heads os grupos musicais favoritos.

 

Atualmente frequenta o “OficINa—Arte Bruta Inclusiva”, atelier artístico do Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental do Hospital Distrital de Santarém.

Jaime Fernandes: um dos nomes mais marcantes da arte bruta portuguesa

29 de Agosto, 2023

Iniciada na década de 1980, a Coleção Treger Saint Silvestre, em depósito no Centro de Arte Oliva, integra um numeroso acervo de obras de Arte Bruta, sendo uma das mais importantes e extensivas coleções privadas no mundo e contando com um largo número de autores reconhecidos.

 

Inspirados no percurso iniciado por Jean Dubuffet, pioneiro na recolha destas produções artísticas, os dois colecionadores reuniram um conjunto de obras que se convertem em relatos do inconsciente e assumem, de forma involuntária, aspetos subversivos perante o discurso da norma e da ordem estabelecida.

A exposição “Portreto de la Animo“, patente no Museu Nacional Soares dos Reis, é um recorte desta magnífica coleção que reúne um núcleo de obras focadas no retrato e no autorretrato, em confronto ou diálogo expositivo com outras peças das coleções do Museu.

 

Os retratos pintados por estes artistas revelam uma figura interior, uma criatividade e invenção particularmente viva, como se pode observar, por exemplo, nas obras de Aloïse Corbaz, Ted Gordon, James Deed, Edemund Monsiel, Aleksander Lobanov, Alessandra Michelangelo ou de Jaime Fernandes, um dos nomes mais marcantes da arte bruta portuguesa.

 

Jaime Fernandes (Portugal, 1899 – 1969)

“Jaime Fernandes é inequivocamente o mais reconhecido artista da Arte Bruta/Outsider Portuguesa. Porém, este reconhecimento acontece sobretudo fora do país, facto que se explica quer pela perda de uma grande parte da sua obra, quer porque a maioria remanescente se encontra dispersa em coleções no estrangeiro.

 

Esta obscuridade prende-se com factos a que não são estranhas as circunstâncias da sua vida isolada, a forma como desenvolveu a sua obra e como esta posteriormente circulou: diagnosticado com esquizofrenia em 1938, Jaime foi internado por mais de três décadas no Hospital Miguel Bombarda (Lisboa), onde viria a morrer em 1969.

 

De acordo com testemunhos e referências feitas aos desenhos nos registos clínicos do hospital, e com as cartas que escrevia à mulher,  Jaime Fernandes começou, de forma inesperada, a desenhar aos 66 anos, quatro anos antes da sua morte.

 

A totalidade da sua obra conhecida é composta por desenhos não datados, feitos com esferográficas coloridas sobre diversos tipos de papel. Neles um reduzido formulário de figuras, entre as quais animais imaginários, figuras humanas ou antropomórficas surgem e ressurgem em inúmeras variações, sempre desenhadas numa densa trama de linhas.

 

As cartas, outros escritos e os seus desenhos foram filmados, já́ depois da sua morte, por António Reis e Margarida Cordeiro, dando origem ao filme Jaime (1974), que marcou o primeiro momento público de divulgação da obra do artista.

 

Recuperando as palavras de António Reis, Jaime Fernandes «tinha perfeita noção do espaço a ocupar pelo desenho ou pintura. Como estava limitado pelas pequenas dimensões do papel, muitas das suas figuras-homens têm os braços caídos ou levantados, enquanto as figuras-animais têm a cauda caída. Portanto, as atitudes do desenho estão sempre em função da delimitação do papel, para a qual ele achava sempre uma solução plástica genial. É possível que também estejam ligadas a uma estereotipia emocional, obsessiva e a arquétipos…»”

 

Fonte: Centro de Arte Oliva

Casa-Museu Fernando de Castro apresenta novo retrato

29 de Agosto, 2023

A Sala Amarela da Casa-Museu Fernando de Castro, no Porto, tem agora em exposição um retrato do músico Francisco Eduardo Costa, que se encontrava nas reservas da Casa-Museu. O retrato integra-se no ambiente criado pelo colecionador Fernando de Castro.

 

O acervo da Casa-Museu Fernando de Castro é constituído por diferentes coleções reunidas ao longo de várias décadas. É composto, maioritariamente, por arte religiosa com representações eruditas e de cariz popular, pintura naturalista portuguesa e artes decorativas. Destaca-se, ainda, um interessante núcleo de caricaturas e alguns livros da autoria de Fernando de Castro, colecionador, artista e poeta.

Fernando de Castro (Sé, 23 nov. 1888 – Paranhos, 7 out. 1946) foi um colecionador e empresário portuense reconhecido pela sua veia poética manifesta em publicações, com gosto pela leitura e inclinação para o desenho tendo criado várias séries de caricaturas.

 

Fernando de Castro viveu na rua das Flores junto da loja do pai, cujo negócio prosperou em vidros, espelhos e papéis pintados. Entre 1893-1908, o empresário empenhou-se na construção de uma nova casa situada na rua de Costa Cabral.

 

Desde cedo, Fernando de Castro cresceu dentro de um imaginário pleno de figuras de estilo e de ícones, em particular no que diz respeito ao mobiliário e recheio da casa de Costa Cabral— património que conservou e respeitou após a morte do pai em 1918.

 

Na idade adulta, desenvolveu os seus interesses culturais num círculo de amigos ligados aos negócios e com um gosto particular pelas artes e letras. Terá sido após a morte da mãe em 1925 que Fernando de Castro fez novas aquisições de peças.

 

A Casa-Museu Fernando de Castro é administrada pelo Museu Nacional Soares dos Reis desde 1952. As visitas estão sujeitas a marcação prévia. Saiba mais aqui.

Programa para a Comunidade Educativa 2023/2024 já disponível

28 de Agosto, 2023

O Museu Nacional Soares dos Reis acaba de disponibilizar o Programa para a Comunidade Educativa 2023/2024.

 

Com o início de um novo ano letivo agendado para breve, o Museu Nacional Soares dos Reis pretende continuar a posicionar-se como parceiro estratégico da comunidade educativa, proporcionando oportunidades de envolvimento e reflexão sobre temas diversos relacionados, não só com o património, mas também com assuntos prementes da atualidade.

Considerando que o museu do século XXI é um recurso poderoso no processo de ensino / aprendizagem; o Museu Nacional Soares dos Reis assume-se como um espaço inclusivo e participativo; um lugar de encontro, de envolvimento e de oportunidades e um palco de discussão e reflexão sobre patrimónios e temas difíceis e controversos da atualidade.

 

O Serviço de Educação do Museu Nacional Soares dos Reis pretende, assim, ser um lugar de valorização da pessoa, proporcionando espaços de mediação criadores de aprendizagens, vivências e memórias com uma programação direcionada a toda a comunidade educativa com o propósito de criar ambientes e espaços propícios a uma aprendizagem inspiradora.

 

Assim, o Programa para a Comunidade Educativa 2023/2024, a desenvolver entre outubro 2023 e junho 2024, pretende lançar bases para:

 

> Construir conhecimento e entendimento

> Adquirir competências

> Desenvolver atitudes e valores

> Manifestar ação, comportamento e desenvolvimento

> Sentir satisfação, inspiração e criatividade

 

A colaboração entre o Museu e a Comunidade Educativa é cada vez mais pertinente no processo de ensino e aprendizagem onde cada um, de forma individual e coletiva, tem um papel preponderante.

 

Consulte o programa proposto aqui: https://shorturl.at/jqrQS

 

Contactos

MUSEU NACIONAL SOARES DOS REIS
Rua de D. Manuel II nº 44
4050-522 Porto

 

Email: se@mnsr.dgpc.pt

 

Telefone: 223393770 Ext 150

Museu Nacional Soares dos Reis distinguido com Prémio Tripexpert 2023

28 de Agosto, 2023

O Museu Nacional Soares dos Reis acaba de ser distinguido com um prémio de prestígio, sendo reconhecido como uma das atrações melhor avaliadas da cidade do Porto.

 

O Prémio Tripexpert 2023 Experts’ Choice é concedido a menos de 2% das atrações listadas, representando os melhores hotéis, restaurantes e centros turísticos e culturais do mundo, sendo a única distinção do setor baseada em avaliações profissionais.

Para atribuir esta distinção, o Tripexpert baseia-se em artigos escritos por guias de viagens, de jornalistas, escritores e outros profissionais ligados à área do turismo e das viagens, apenas considerando conteúdo escrito por pessoas credíveis, que fornecem conselhos confiáveis ​​e imparciais aos viajantes e visitantes.

 

Com mais de 2.500 comentários de visitantes nas plataformas Google e Tripadvisor, o Museu Nacional Soares dos Reis ocupa o top 10 das atrações do Tripexpert, com críticas e avaliações positivas de fontes reconhecidas e credenciadas, de que são exemplo Michelin Guide, Lonely Planet, Fodor’s ou U.S. News & World Report.

 

De acordo com António Ponte, Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis, esta distinção “é o reconhecimento do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido nos últimos anos no museu, e que culminou com a reabertura ao público da Exposição de Longa Duração”, a qual já recebeu mais de 30 mil visitantes em apenas quatro meses.

 

Inaugurada no passado dia 13 abril, e assinalando a reabertura plena do museu, depois da intervenção de requalificação, a exposição reúne a coleção mais importante de arte portuguesa do século XIX. No total são 1133 peças que contam a história do museu e da arte, distribuídas por 27 salas.

Visita Orientada: A pintura de paisagem no Naturalismo

25 de Agosto, 2023

No âmbito da programação proposta para os Encontros ao Sábado, decorre amanhã, dia 26 agosto, pelas 15 horas, uma visita orientada dedicada ao tema A pintura de paisagem no Naturalismo.

 

Inscrições aqui: https://shorturl.at/ouwE7

O Naturalismo foi um movimento estético e artístico que surgiu em França a partir de 1830, com a criação da Escola de Barbizon e através das pinturas de Théodore Rousseau (1812-1867), de Jean-François Millet (1814-1875) ou de Gustave Courbet (1819-1877).

 

Em Portugal, a estética naturalista e realista da Escola de Barbizon foi introduzida pelos pintores Silva Porto (1850-1893) e Marques de Oliveira (1853-1927), e durou até aos anos 20 do século XX.

 

Os pintores entraram em contacto com este novo movimento artístico durante a sua estadia em França, como pensionistas do Estado português.

 

Em 1867, as Academias de Belas Artes iniciam a atribuição de bolsas a alunos no estrangeiro. Silva Porto e Marques de Oliveira foram os primeiros bolseiros em Pintura.

 

Ingressaram na École des Beaux-Arts de Paris em 1873 e, na floresta de Barbizon, conviveram com um grupo de artistas seguidores da pintura de ar livre focando-se nos efeitos da luz sobre a paisagem.

 

Também Henrique Pousão seguiu para Paris em 1880. A pintura de caminhos e ruas, pátios, casas, aspetos de Paris, testemunha o seu percurso criativo, que culmina nas estadias em Roma e Capri.

 

A sua obra, que revela o arrojo e o talento do jovem pintor e o seu interesse absoluto nos valores da pintura em si em detrimento dos temas ou da narrativa, foi entregue, após a sua morte prematura, à Academia Portuense de Belas Artes.

 

Biografias

 

António Carvalho da Silva Porto (1850 – 1893)

Após concluir estudos na Academia Portuense de Belas-Artes, parte em 1873 para Paris, pensionista do Estado em Pintura de Paisagem. Em França pinta em Barbizon, lugar mítico de nascimento do Naturalismo, e em Auvers convive com Daubigny, um dos mestres do movimento.

 

Expõe no Salon em 1876 e 78. Fixando-se em Roma, viaja com Marques de Oliveira por várias cidades de Itália.

 

Em 1879 regressa ao país. As paisagens que apresenta na histórica exposição da Sociedade Promotora das Belas-Artes, em 1880, introduzem a estética naturalista em Portugal. À sua volta, reúne-se um grupo de jovens pintores que se apresenta anualmente nas “Exposições de Quadros Modernos”, e que Columbano celebrizará em 1885 no retrato coletivo O Grupo do Leão.

 

Nos últimos anos de atividade, desenvolve uma pintura de tipos e costumes regionais, que será explorada, de forma mais exuberante, por Malhoa e Carlos Reis.

 

João Marques de Oliveira (1853 – 1927)

Começou a sua aprendizagem artística muito novo com o mestre particular António José da Costa, matriculando-se em seguida na Academia Portuense de Belas Artes.

 

Colega de curso de Silva Porto, com ele continuaria, entre 1873 e 1879, como pensionista do Estado no estrangeiro, Marques de Oliveira na classe de Pintura Histórica, Silva Porto na de Pintura de Paisagem. Partiu para Paris no final de 1873 e em 1874 inscreveu-se na Escola Nacional de Belas Artes de Paris.

 

Ligado à pintura histórica por dever de pensionato e, mais tarde, de docência, Marques de Oliveira manifestou sempre uma grande sensibilidade pela natureza e pelos estudos de paisagem, que tentou fixar em pequenas impressões. A sua atividade como professor foi notável, levando os alunos ao contacto direto com a natureza, mas insistindo sempre na qualidade do desenho como base de qualquer obra.

 

À semelhança de Silva Porto, foi um dos principais elementos na introdução do naturalismo em Portugal. Faleceu em 1927 e em 1929 foi-lhe prestada homenagem no Porto com a inauguração de um monumento (de autoria de Soares dos Reis) em sua honra, no Jardim de S. Lázaro.

Museu Nacional Soares dos Reis na plataforma Google Arts & Culture

25 de Agosto, 2023

O Museu Nacional Soares dos Reis está na plataforma Google Arts & Culture, disponibilizando online as suas coleções, a nível mundial.

 

Através desta plataforma pode explorar  exposições e visitas virtuais naquele que é considerado um “cartão de visita” representativo do património nacional.

O projeto “Portugal: Arte e Património”, uma parceria do Google Arts & Culture com o Ministério da Cultura, através da Direção-Geral do Património Cultural, oferece a qualquer interessado, em qualquer lugar do mundo, a possibilidade de enriquecer conhecimentos sobre as coleções dos espaços museológicos e dos monumentos nacionais.

 

O Google Arts & Culture apresenta ao mundo alguns dos nomes maiores da pintura portuguesa, a par de uma fascinante viagem por mil anos de obras-primas que nos identificam e prestigiam.

 

Através do Google Arts & Culture as coleções dos museus – entre os quais se encontra o Museu Nacional Soares dos Reis – estão acessíveis para qualquer utilizador, a nível mundial, alargando o âmbito da sua divulgação e conhecimento.

 

A ferramenta abre ainda um vastíssimo leque de oportunidades junto de públicos específicos, como a comunidade escolar, os seniores, ou mesmo os investigadores académicos.

 

Lançado em 2011, o Google Arts & Culture é um site mantido pelo Google em colaboração com museus de diversos países. Utilizando tecnologia do Street View, o site oferece visitas virtuais gratuitas a algumas das maiores galerias de arte do mundo. Ao “transitar” pelas galerias, é possível também visualizar imagens em alta resolução de obras selecionadas de cada museu.

Novo Regulamento Geral de Bilhética e Acesso aos Museus

24 de Agosto, 2023

As entradas em museus, monumentos e palácios tutelados pela Direção-Geral do Património Cultural, entre os quais se encontra o Museu Nacional Soares dos Reis, vão passar a ser gratuitas aos domingos e feriados para os cidadãos residentes em Portugal a partir de 1 de setembro.

O regulamento divulgado atualiza também os valores de ingresso nestes espaços dependentes da Direção-Geral do Património Cultural, de acordo com o Despacho n.º 8030/2023 publicado a 4 de agosto no Diário da República.

 

O presente regulamento estabelece as regras e condições de visita aplicáveis aos Museus, Monumentos e Palácios, organicamente dependentes da DGPC, fixando os respetivos valores de ingresso, descontos e gratuitidades, bem como as condições gerais de acesso.

 

A todos os cidadãos residentes em território nacional, continuam a ser garantidas as condições de acesso gratuito, aos domingos e feriados, pelo que se incorporou no regime ora atualizado a norma sobre gratuitidade prevista no Despacho n.º 5401/2017, publicado no Diário da República de 9 de junho, não inibindo a possibilidade da adoção de um Bilhete Especial (“Bilhete Doação”), passando a ser gratuito o dia todo e não apenas até às 14h00.

 

O presente despacho entra em vigor no dia 1 de setembro de 2023.

MNSR na Feira do Livro do Porto de 25 agosto a 10 setembro

24 de Agosto, 2023

A feira literária está de regresso aos Jardins do Palácio de Cristal e, entre 25 de agosto e 10 de setembro, são mais de uma centena de editoras, livreiros e alfarrabistas que vão ocupar a Avenida das Tílias.

 

O Museu Nacional Soares dos Reis estará, como habitualmente, presente na Feira do Livro do Porto, cuja abertura ao público decorre amanhã pelas 12 horas.

O Museu Nacional Soares dos Reis estará representado, visando a divulgação e promoção de publicações transversais ao universo da Direção Geral do Património Cultural.

 

O festival literário vai decorrer de 25 de agosto a 10 de setembro, nos jardins do Palácio de Cristal, e vai celebrar o autor Manuel António Pina.

 

Manuel António Pina junta-se, assim, a um leque de autores homenageados no festival literário, tais como Ana Luísa Amaral, Vasco Graça Moura, Agustina Bessa-Luís, Mário Cláudio, Sophia de Mello Breyner Andresen, Leonor de Almeida, José Mário Branco, Júlio Dinis, com a atribuição de uma tília nos Jardins do Palácio de Cristal.

 

O Museu Nacional Soares dos Reis estará representado no evento, sendo esta uma excelente oportunidade para adquirir livros com descontos sobre o preço de capa.

 

Exposição “Pina Germano” patente até janeiro de 2024

 

Através de cartas, documentos e fotografias, a exposição  “Pina Germano” – que se mantém na Biblioteca Municipal Almeida Garrett até janeiro 2024 – retrata a amizade entre Manuel António Pina e Germano Silva, contador de histórias da cidade que os uniu.

 

A partir de memórias, epístolas, fotografias e outros documentos, apresenta-se a grande história de amizade, amor e correspondência portuense dos nossos dias: a história que ligou (e liga ainda) o poeta e jornalista Manuel António Pina (desaparecido em 2012) ao também jornalista e historiador local, Germano Silva.

Museu Nacional Soares dos Reis apoia o Happiness Camp

23 de Agosto, 2023

O Museu Nacional Soares dos Reis é um dos parceiros oficiais da campanha de ativação da 2ª edição do Happiness Camp, a realizar no próximo dia 14 setembro, na Alfândega do Porto.

 

A participação no evento é gratuita, sujeita a inscrição prévia.

A 2ª edição do Happiness Camp quer juntar seis mil pessoas de 12 nacionalidades, na Alfândega do Porto, para promover a felicidade em todas as vertentes. Através de ações promocionais a realizar no Mercado do Bolhão nos dias que antecedem o evento, será dada aos participantes a possibilidade de visitar o Museu Nacional Soares dos Reis, no particular momento de realização da atual exposição temporária «Portreto de La Animo Art Brut etc.».

 

Promovido pelo Lionesa Business Hub, o Happiness Camp é a maior conferência dedicada à felicidade corporativa na Europa. Empresas, profissionais, estudantes, turistas ou qualquer pessoa com interesse no tema reúnem-se para partilhar conhecimentos e as melhores práticas, fomentar a sensibilização e criar uma comunidade de apoio.

 

O Happiness Camp vai apresentar no Porto o “Dopamine Hub”, um percurso sensorial de intervenções artísticas que pretende estimular a produção de dopamina nos participantes. O conceito é inédito em Portugal, mas popular em cidades como Londres ou Nova Iorque.

 

O papel dos museus na Saúde Mental

Dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que, até 2030, a depressão deve tornar-se a doença mais comum do mundo, afetando mais pessoas do que qualquer outro problema de saúde.

 

Os impactos da pandemia Covid-19 ao nível da saúde mental e a dimensão do atual sofrimento psicológico dos portugueses são traduzidos em valores preocupantes. De acordo com informação disponibilizada pela Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental, Portugal é o segundo país com a mais elevada prevalência de doenças psiquiátricas da Europa.

 

Consciencializar para o problema crescente, alertando e sensibilizando para a necessidade de estender o debate sobre a doença mental à esfera pública, ligando comunidade científica e cidadãos, é uma necessidade premente que convoca de forma transversal todos os setores da sociedade, incluindo os museus.

 

É neste contexto que o Museu Nacional Soares dos Reis tem vindo a realizar várias ações enquadradas no eixo programático «Arte & Saúde».

 

A exposição “Portreto de la Animo” e as atividades paralelas são o foco deste programa em 2023, prosseguindo com oferta cultural orientada à minimização do impacto da doença, aumentando a autoconfiança e bem-estar, possibilitando a construção de um ambiente seguro, aliviando o sofrimento e diminuindo a angústia das pessoas que neles participam.

 

A exposição “Portreto de la Animo” integra peças selecionadas da Coleção Treger Saint Silvestre que se relacionam com processos de autorrepresentação e que foram produzidas, maioritariamente, em contextos de doença. O Museu Nacional Soares dos Reis proporciona, assim, o encontro destas obras de arte, inscritas em correntes que vão além das tradicionais, com outras do seu próprio acervo.

 

Pretende-se proporcionar a contemplação, a empatia e o reforço do elo emocional entre o público e as composições em exposição. Trata-se de criar uma experiência de fruição, mas essencialmente de consciencialização para o mundo interior da pessoa e as suas expressões.

Encontros ao Sábado: concerto pelo Duo Spiritus Filum

23 de Agosto, 2023

Horário
Dia 16 setembro, 19h00

 

Valor
Gratuito (sujeito à capacidade do espaço)

No âmbito da programação Encontros ao Sábado, o Museu Nacional Soares dos Reis propõe um concerto pelo Duo Spiritus Filum, no dia 16 setembro, pelas 19h00. O evento tem entrada livre, sujeita à lotação do espaço.

 

Leonor Maia, a harpista, e Francisco Barbosa, o flautista, constituem o Duo Spiritus Filum. Os dois conheceram-se em Vienna, enquanto participavam em projetos musicais, e tocaram, desde então, em várias salas de concertos em Portugal, Áustria e Alemanha. Já este ano, participaram no Festival Internacional de Harpa, no Brasil.

 

O projeto Duo Spiritus Filum consiste numa viagem musical, feita a partir do Classicismo, maioritariamente com obras originalmente compostas para harpa e flauta, que demonstra a progressão e evolução da música nos diferentes períodos da história da música.

 

O segundo andamento do concerto para harpa e flauta e orquestra de Mozart é importantíssimo para destacar uma obra do período clássico, composta por um dos maiores compositores da História, que escolheu estes dois instrumentos como solistas e os apresentou juntos, dando início a uma longa tradição para esta formação em duo.

 

Esta viagem musical inclui vários compositores relevantes de diferentes períodos e estilos musicais, como Fauré e Massenet e acaba com Lex Van Delden, um compositor contemporâneo holandês, sobrevivente da 2ª Guerra Mundial, que compôs várias obras importantes para harpa e flauta e recebeu inúmeros prémios pelas suas composições; e Piazzolla, um compositor conhecido por todos e que traz um diferente estilo, ritmos de tango e influências jazzísticas a este programa.

170º Aniversário de Nascimento de João Marques de Oliveira

23 de Agosto, 2023

Assinala-se hoje, 23 agosto, o 170º Aniversário de Nascimento de João Marques de Oliveira, pintor realista e introdutor do naturalismo em Portugal. Diretor do Museu Nacional Soares dos Reis a partir de 1913.

 

Natural do Porto, a vocação para o desenho expressa desde a infância levou-o, com onze anos de idade, a ingressar na Academia Portuense de Belas Artes, durante o ano letivo de 1864-1865, nas aulas de Desenho Histórico, Arquitetura Civil e Perspetiva.

Entre 1866 e 1869 expôs os primeiros trabalhos na 9ª e 10ª Exposição Trienal da Academia Portuense de Belas Artes. Em 13 de Outubro de 1869 matriculou-se no curso de Pintura Histórica, no qual se distinguiu como um dos melhores alunos de João António Correia.

 

Em 1873, partiu para Paris com o colega Silva Porto, na qualidade de pensionista na classe de Pintura Histórica, enquanto o seu irmão Joaquim Marques da Silva Oliveira também enveredava por uma carreira artística, ao inscrever-se na Academia Portuense de Belas Artes.

 

Na cidade luz, Marques de Oliveira prosseguiu os estudos na Escola Nacional de Belas Artes com os professores Alexandre Cabanel e M. Yvon e teve oportunidade de contactar com alguns movimentos pictóricos, como o naturalismo da Escola de Barbizon e o Impressionismo, e de efetuar visitas de estudo à Holanda, à Bélgica e à Itália. As suas obras deste período foram, por diversas vezes, agraciadas com medalhas e menções honrosas. Como prova final do pensionato apresentou o quadro Céfalo e Prócris (imagem ilustrativa do artigo).

 

No regresso ao país em 1879, numa época conturbada no meio artístico portuense, dominada pelo aceso debate sobre a reforma académica e do ensino das Belas-Artes, Oliveira e Silva Porto introduziram a Pintura de Ar Livre em Portugal e foram nomeados Académicos de Mérito da APBA.

 

Neste contexto, surgiu no Porto, em 1880, o Centro Artístico Portuense, uma associação de artistas que buscavam o progresso das artes em Portugal, tal como em Lisboa pretendia o Grupo de Leão de Silva Porto. Na primeira eleição para a direção desta instituição, o escultor Soares dos Reis assumiu a presidência e Marques de Oliveira a vice-presidência, integrando também o conselho técnico. Nessa qualidade, organizou uma aclamada exposição, intitulada “Bazar do Centro Artístico Portuense”, que decorreu no antigo Palácio de Cristal, entre 27 de Março e Abril de 1881.

 

Pelo decreto de 26 de Maio de 1911, as Academias de Belas Artes deram lugar a três Conselhos de Arte e Arqueologia, ficando a Circunscrição do Porto (a 3ª) a tutelar o Museu Portuense que passou então a denominar-se Museu Soares dos Reis.

 

Em 1913 deixou o cargo de diretor da Escola de Belas Artes do Porto para assumir o de diretor do Museu Soares dos Reis, mantendo, no entanto, os seus cargos no Conselho de Arte e Arqueologia. Em 1926 foi compelido a abandonar a docência, por ter excedido a idade limite permitida pela nova lei, mas também por motivos de saúde. Faleceu, no Porto, a 9 de outubro de 1927.

Visitas à Hora Certa | O Andar Nobre do Palácio dos Carrancas

22 de Agosto, 2023

Inscrições
Inscrição online

 

Público Alvo
Jovens e adultos

 

Observações
Mínimo de 5 e máximo de 15 participantes

 

Valor
Bilhete de entrada + 2 EUR

No âmbito da programação proposta para as Visitas à hora Certa, decorre no próximo dia 30 agosto, pelas 15 horas, uma visita guiada ao Andar Nobre do Palácio dos Carrancas.

 

Ao longo dos anos de uso a ocupação do espaço foi sofrendo alterações, devidas à mobilidade da família e à frequente existência de hóspedes.

 

No entanto, podem-se esboçar alguns princípios de utilização dos vários pisos.

 

No primeiro piso encontramos o grande átrio de entrada à volta do qual se distribuíam os armazéns, cavalariças e cocheiras.

 

O andar intermédio terá sido utilizado pela família, e o andar nobre reservado para as personagens importantes que aqui se alojavam.

 

O último andar deveria ser destinado aos criados, e as oficinas da fábrica e talvez a cozinha ocupassem as duas alas que rodeavam o jardim interior.

 

O Palácio dos Carrancas foi mandado construir em 1795 pela família Morais e Castro, descendente de cristãos-novos, pertencente à burguesia portuense e que enriqueceu com a Fábrica de Tirador de Fio de Ouro e Prata aqui instalada. O edifício, com unidade fabril e residência, testemunhou e foi palco de acontecimentos sociais, militares e políticos ao longo do século XIX.

 

Marcadamente urbano e seguidor do estilo Neoclássico, que se instalava então no Porto, o Palácio teve um carater único em contexto de construção privada. Tudo aponta para a intervenção dos arquitetos municipais Joaquim da Costa Lima Sampaio e José Francisco de Paiva. A fachada, de grande clareza de desenho, dividia o edifício em dois corpos horizontais.

 

A distribuição seguia a hierarquia do antigo regime e os tratados de Arquitetura: andar nobre, pátio fechado com muro alteado, separação da manufatura e operários e a quinta recuada. O luxo afirmava-se nos espaços interiores, nomeadamente no andar nobre, permanecendo ainda dessa época uma grandiosa Sala de Jantar e a Sala da Música.

 

A grandiosidade do edifício associou-o ao cenário dos grandes acontecimentos político-militares da cidade. Por exemplo, durante a primeira invasão francesa, foi considerado um local estratégico e ocupado pelo marechal Soult. Pouco depois, estabelecia-se aqui o seu sucessor no comando militar da cidade, chefe do exército libertador, o general Arthur Wellesley.

Programa de Verão prossegue em setembro com novidades

22 de Agosto, 2023

Nos primeiros meses após a reabertura plena, o Museu Nacional Soares dos Reis apresentou um programa especial de verão com visitas guiadas, encontros no jardim, leituras comentadas e oficinas.

O programa prossegue em setembro com destaque para um espetáculo de Teatro de Robertos pela Companhia Teatro e Marionetas de Mandrágora a 2 de setembro, uma oficina de cianotipia a 9 de setembro e um workshop de conservação preventiva de objetos em cerâmica.

 

Também em setembro será apresentado o programa paralelo da exposição temporária Portreto de la Animo Art Brut Etc., uma mostra patente até 12 de novembro que proporciona o encontro de retratos e autorretratos do acervo do Museu Nacional Soares dos Reis com os da Coleção Treger Saint Silvestre, uma das mais importantes e extensivas coleções privadas de Arte Bruta no mundo em depósito no Centro de Arte Oliva.

 

 

Horário | Terça-feira a domingo | 10h00 às 18h00

Até 30 setembro 2023, o Museu tem prolongamento de horário às quintas-feiras, entre as 18h00 e as 20h00, com entrada gratuita.

Exposição de Longa Duração regista 30 mil visitantes

18 de Agosto, 2023

A nova Exposição de Longa Duração do Museu Nacional Soares dos Reis acaba de registar a marca dos 30 mil visitantes, em apenas quatro meses.

 

Inaugurada no passado dia 13 abril, e assinalando a reabertura plena do museu, depois da intervenção de requalificação, a exposição reúne a coleção mais importante de arte portuguesa do século XIX.

 

No total são 1133 peças que contam a história do museu e da arte, distribuídas por 27 salas.

O número de visitantes registados desde abril deixa antever que em 2023 será amplamente ultrapassado o número total de entradas do ano passado (44.166 visitantes em 2022).

 

Refira-se que, desde o início do ano até final de julho, o Museu Nacional Soares dos Reis já registou um total de 43.387 visitantes, sendo que desse universo 34,5% são estrangeiros.

 

Com uma História de quase 200 anos, o Museu Nacional Soares dos Reis – o primeiro museu público de arte do país – tem vindo a reposicionar-se, apresentando agora um novo olhar sobre as suas coleções.

 

Na nova Exposição de Longa Duração propõe-se um percurso com duas leituras paralelas e complementares. Uma narrativa reflete a história do museu e a forma como as coleções foram sendo integradas. Outra valoriza os artistas e as suas obras.

 

Sobre o Museu Nacional Soares dos Reis

O Museu Nacional Soares dos Reis tem origem no Museu de Pinturas e Estampas e outros objetos de Belas Artes, criado em 1833 por D. Pedro IV de Portugal, primeiro Imperador do Brasil, para salvaguarda dos bens sequestrados aos absolutistas e conventos abandonados na guerra civil (1832-34).

 

Com a extinção das ordens religiosas recolheram-se obras, entre outros, nos mosteiros de Tibães e de Santa Cruz de Coimbra. Conhecido como Museu Portuense, ficou instalado no extinto Convento de Santo António da Cidade, na praça de S. Lázaro, vindo a ser formalizado por decreto em 1836 por D. Maria II.

 

Em 1839, passou para a direção da Academia Portuense de Belas Artes, que promoveu uma série de exposições em que foram premiados notáveis artistas como Soares dos Reis, Silva Porto, Marques de Oliveira e Henrique Pousão, em sucessivas gerações de mestres e discípulos.

 

Com a proclamação da República passou a designar-se Museu Soares dos Reis em memória de um dos mais destacados nomes da Arte Portuguesa. Em 1932, passou à categoria de Museu Nacional, época marcada por uma reorganização significativa de Vasco Valente, através da incorporação dos objetos do Paço Episcopal do Porto (Mitra) e do Museu Industrial, bem como do depósito das coleções do extinto Museu Municipal. Segue-se, em 1940, a instalação do Museu no Palácio dos Carrancas, onde ainda se mantém.

Visitas à Hora Certa | Henrique Pousão: do Porto à luz do Mediterrâneo

18 de Agosto, 2023

Inscrições
Inscrição online

 

Público Alvo
Jovens e adultos

 

Observações
Mínimo de 5 e máximo de 15 participantes

 

Valor
Bilhete de entrada + 2 EUR

No âmbito da programação proposta para as Visitas à Hora Certa, decorre no próximo dia 25 agosto, pelas 15 horas, uma visita guiada à galeria dedicada à obras de Henrique Pousão, com destaque para as obras classificadas como Tesouro Nacional.

 

Henrique Pousão nasceu a 01 de janeiro de 1859, em Vila Viçosa, onde viria também a morrer, aos 25 anos.

 

Ingressou na Academia Portuense de Belas-Artes, tendo-se sagrado como pintor da primeira geração naturalista, e foi pensionista do Estado em França e Itália.

 

A sua obra está fortemente representada na coleção do Museu Nacional Soares dos Reis, onde se encontram as obras “Casas Brancas de Capri”, “Senhora Vestida de Preto” e “Janelas das Persianas Azuis”, todas classificadas como tesouros nacionais.

 

A pintura de caminhos e ruas, pátios, casas, aspetos de Paris, testemunha o seu percurso criativo, que culmina nas estadias em Roma e Capri.

 

A sua obra, que revela o arrojo e o talento do jovem pintor e o seu interesse absoluto nos valores da pintura em si em detrimento dos temas ou da narrativa, foi entregue, após a sua morte prematura, à Academia Portuense de Belas Artes.

 

Henrique Pousão (1859-1884)

Desde cedo que a família lhe reconhecera talento, manifesto sobretudo em retratos a lápis. Com 10 anos passa a residir em Barcelos e, em 1872, fixa-se no Porto. É nesta cidade que frequenta o atelier do pintor António José da Costa para preparar a entrada na Academia Portuense de Belas-Artes (1872). Muito influenciado por Marques de Oliveira, regressado de Paris em 1879, Pousão ganha o concurso de pensionista, chegando a Paris no final do ano de 1880, acompanhado de Sousa Pinto (1856 – 1939).

 

Em Espanha, tinha visitado já o Museu do Prado e antes de ingressar no atelier de Cabanel e de Yvon, visitou também galerias de arte e museus em Paris, e conheceu o Impressionismo, especialmente em 1881 na região francesa de Puy-de-Dômes, aldeia de Saint-Sauves.

 

Neste ano, muda-se para Roma, onde aluga um atelier e, em 1882, produz significativas obras, também em Nápoles e Capri. Paisagens de um poético e vibrante cromatismo, em exercícios de captação de luz, pinturas de género como Cecília (MNSR), e retratos, com Senhora Vestida de Preto (MNSR), realizado já em Paris, revelam a sua modernidade, invulgar no panorama artístico português. Vitimado aos 25 anos pela tuberculose, a sua obra adquire importância décadas mais tarde.

Centenário de Nascimento do arquiteto Fernando Távora

18 de Agosto, 2023

O programa Távora 100, a decorrer entre agosto de 2023 e setembro de 2024, pretende evocar o Centenário de Fernando Távora, assinalado a 25 de agosto.

 

A iniciativa conta com o apoio institucional do Museu Nacional Soares dos Reis.

O Museu Nacional de Soares dos Reis, instalado num edifício do século XVIII, denominado de Palácio dos Carrancas, foi objeto de uma profunda remodelação e ampliação, segundo projeto do arquiteto Fernando Távora.

 

Fernando Távora inicia os projetos e obras de remodelação em 1988, divididas em sete fases e contemplando cada uma diferentes alas do Museu: as salas de exposição permanente, o edifício da direção, o serviço educativo, a cafetaria, o Piso Nobre, as reservas, a ampliação para exposição temporária e auditório, e a cerca ajardinada no exterior.

Fernando Távora (nascido a 25 de Agosto de 1923) é autor de obras estruturantes do processo da arquitetura em Portugal, entre as quais se destacam a Unidade Residencial de Ramalde (1952-60), a casa de Ofir (1957-58), o Mercado de Vila da Feira (1954-59), o Parque Municipal da Quinta da Conceição em Matosinhos, a escola do Cedro em V. N. de Gaia (1958-60), o Edifício Municipal, em Aveiro (1963-67), a Pousada do Convento de Sta. Marinha da Costa em Guimarães (1972-85) que recebeu o Prémio Nacional de Arquitetura (1988), Anfiteatro da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (1993-2000), Ampliação da Assembleia da República, em Lisboa (1994-99).

 

Távora foi também distinguido com o Prémio de Arquitetura da Fundação Calouste Gulbenkian, o prémio “Europa Nostra” (pela casa da Rua Nova em Guimarães), prémio Turismo e Património 85 e com o prémio de carreira da 1.ª Bienal de Arquitetura e Engenharia IberoAmericana de Madrid, em 1998. Concederam-lhe a Ordem de Sant’Iago de Espada, a medalha de ouro da cidade do Porto, a medalha de ouro da cidade de Guimarães, a medalha de ouro da cidade de Viana do Castelo, a medalha de ouro da cidade de Matosinhos.

 

Fernando Luís Cardoso Meneses de Tavares e Távora (1923_2005) diplomou-se em arquitetura pela Escola de Belas-Artes do Porto em 1950. Tendo-se tornado assistente desta escola, em 1962 foi convidado para Professor após a prestação de provas para Professor Agregado da Escola Superior de Belas-Artes do Porto. Foi presidente da Comissão Instaladora da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, da qual foi Professor Catedrático.

 

Consulte aqui o programa das Comemorações do Centenário

Oficinas de impressão fotográfica no processo de Cianotipia

17 de Agosto, 2023

Horários
1ª Sessão: 10h30-12h30 ESGOTADO
2ª Sessão: 14h30-16h30 ESGOTADO

 

Público Alvo
Público Geral

 

Inscrições
se@mnsr.dgpc.pt

 

Número mínimo de participantes por oficina – 10  |  Número máximo  – 14

 

Valor de inscrição
10€/ participante

O Museu Nacional Soares dos Reis acolhe, no dia 9 de setembro, duas Oficinas de impressão fotográfica em Cianotipia. As sessões decorrem às 10h30 e às 14h30, tendo a duração de duas horas cada.

 

A cianotipia é um processo de impressão fotográfica descoberto em 1842 pelo cientista e astrónomo John Herschel. Foi a botânica e fotógrafa Anna Atkins quem explorou o processo para imprimir o seu primeiro livro “Photographs of British Algae: cyanotype impressions”, considerado o primeiro livro de fotografia da história.

 

A proposta para esta oficina é construir uma espécie de herbário colectivo impresso em cianotipia que, enquanto vai sendo criado será pendurado a secar no jardim, juntando todas as cianotipias produzidas durante a oficina , montando-se , assim, uma exposição temporária no exterior do museu. Os participantes levarão para casa os seus cianotipos.

 

A oficina será dinamizada por Margarida Ribeiro, licenciada em Tecnologia da Comunicação Audiovisual (IPP/ESMAE), com especialização em Fotografia. Tem desenvolvido projectos de formação com diferentes serviços educativos explorando técnicas fotográficas alternativas. Desenvolve projectos  fotográficos na área da música , teatro, circo, artes performativas e moda.

Espetáculo de Teatro de Robertos para toda a família

17 de Agosto, 2023

Inscrições
Inscrição online
Obrigatória inscrição prévia até 30 de agosto.

 

Público
Para maiores de 3 anos

 

Bilheteira
5 Euros

 

Duração
45 minutos

O Museu Nacional Soares dos Reis acolhe, no próximo dia 2 setembro, pelas 15 horas, a Companhia de Teatro e Marionetas de Mandrágora, para a apresentação de dois espetáculos de Teatro de Robertos, para toda a família.

 

“O Barbeiro Diabólico”
Rosa e Roberto vão casar, mas para tal ele terá de ir ao barbeiro.
Feita a barba recusa-se a pagar e depois de uma luta mata o barbeiro. O padre celebra o enterro, mas o polícia vem prender o Roberto que também lhe oferece o mesmo destino. Eis que o diabo aparece, que enganado pelo Roberto tem o mesmo fim que os anteriores. Logo surge a morte que vem para o levar, mas mais hábil que o destino o Roberto vence a própria morte!!!

 

“O Castelo dos Fantasmas”
Prisioneira na torre do castelo, Rosa espera a ajuda de Roberto, mas para lá chegar, Roberto terá de passar o crocodilo, enfrentar o gigante que habita o castelo e por último enfrentar os fantasmas que o habitam! Só se mostrando capaz de atravessar estas provações conseguirá alcançar a sua Rosa!

 

O Teatro e Marionetas de Mandrágora é uma companhia profissional de teatro de marionetas, fundada em 2002, com direção artística de Clara Ribeiro e Filipa Mesquita e direção plástica de enVide neFelibata.

 

A Companhia tem vindo a afirmar-se como uma estrutura de criação artística contemporânea, através das dezenas de propostas de espetáculos apresentadas nacional e internacionalmente, sejam criações próprias, ou em colaboração com outras estruturas e entidades culturais.

Quintas fora d’horas: Memória e Espaço do Velódromo Maria Amélia

16 de Agosto, 2023

Inscrições
Inscrição online

 

Observações
Mínimo de 5 e máximo de 15 participantes

 

Valor
Gratuito

Em 1894, quando a bicicleta se transformava num fenómeno social urbano, D. Carlos autorizou o Real Velo Clube a construir nos quintais do seu Paço, hoje Museu Nacional Soares dos Reis, uma pista para velocipedistas.

 

O que resta deste velódromo será o tema do Encontro no Jardim agendado para o dia 24 agosto, pelas 18 horas. A iniciativa integra-se na programação das Quintas fora d’horas que, até final de setembro, propõe diferentes atividades em horário alargado e gratuito todas as quintas-feiras, das 18h00 às 20h00.

 

Inaugurado em 1894, o velódromo Maria Amélia, de que ainda restam significativos vestígios, veio responder ao crescente entusiasmo que a elite do Porto dos finais do século XIX sentia pela bicicleta.

 

Destinado para corridas dessas “loucas e velozes máquinas”, com um traçado que permitia percorrer um quilómetro em três voltas, este foi um dos primeiros recintos desportivos da cidade e integrava também dois campos de ténis.

 

Aberto no que seria então uma pequena mata e espaço de hortas, cedidos pelo rei D. Carlos à Associação Velo Club do Porto, o velódromo desenvolvia-se nas traseiras do neoclássico Palácio dos Carrancas mandado construir em 1795 pela família Morais e Castro e que, adquirido em 1861 pelo rei D. Pedro V, se convertera na residência oficial da família real em deslocações ao Porto.

 

Posteriormente, a partir de 1940, foi convertido no Museu Nacional Soares dos Reis. A designação do velódromo resulta do nome da esposa do rei D. Carlos I: a rainha Dona Amélia.

 

Atualmente, em exposição no Jardim do Museu (ex-velódromo) estão objetos em pedra ligados à história da cidade do Porto. A grande maioria destes objetos é proveniente de demolições de edifícios (conventos ou capelas), fontes e muralhas, que se verificaram no final do século XIX e início do XX, em consequência do crescimento urbanístico da cidade.

Sete mil visitantes na Exposição «Portreto de la Animo»

14 de Agosto, 2023

Cerca de sete mil pessoas já visitaram a Exposição “Portreto de la Animo Art Brut Etc.”, no Museu Nacional Soares dos Reis.

 

Inaugurada a 13 julho, a mostra tem despertado o interesse de centenas de visitantes neste primeiro mês de apresentação ao público.

 

Trata-se de uma exposição de retratos e autorretratos que integram a coleção Treger Saint Silvestre, uma das mais importantes e extensivas coleções privadas de Arte Bruta no mundo.

Composta por cerca de 150 obras de 99 artistas, a mostra integra, igualmente, várias peças do acervo do Museu Nacional Soares dos Reis, colocadas em diálogo com as peças da Coleção Treger Saint Silvestre, de que são exemplo o Busto-Relicário de São Pantaleão; a Máscara mortuária de Soares dos Reis, de José Joaquim Teixeira Lopes; o Escarrador, de Rafael Bordallo Pinheiro; e o óleo Mãe e Filha, de Sarah Afonso; entre outras.

 

Iniciada na década de 1980, a Coleção Treger Saint Silvestre, em depósito no Centro de Arte Oliva, integra um numeroso acervo de obras de Arte Bruta, sendo uma das mais importantes e extensivas coleções privadas no mundo e contando com um largo número de autores reconhecidos.

 

Inspirados no percurso iniciado por Jean Dubuffet, pioneiro na recolha destas produções artísticas, os dois colecionadores reuniram um conjunto de obras que se convertem em relatos do inconsciente e assumem, de forma involuntária, aspetos subversivos perante o discurso da norma e da ordem estabelecida.

 

Questionam os limites da razão através de diferentes mensagens codificadas, fórmulas, figuras inventadas e códigos secretos.

 

A exposição “Portreto de la Animo“ é um recorte desta magnífica coleção que reúne um núcleo de obras focadas no retrato e no autorretrato.

 

Os retratos revelam uma figura interior, uma criatividade e invenção particularmente viva, como se pode observar nas obras de Aloïse Corbaz, Ted Gordon, James Deed, Edemund Monsiel, Aleksander Lobanov, Alessandra Michelangelo ou do português Jaime Fernandes, entre outros. Muitos deles parecem ser autorretratos que reivindicam uma existência da qual estes artistas foram e se sentiram privados.

 

A exposição “Portreto de la Animo”, de acordo com o curador António Saint Silvestre considerada “a maior mostra de Arte Bruta alguma vez realizada na Península Ibérica”, é promovida em parceria com a Câmara Municipal de São João da Madeira, o Centro de Arte Oliva e os colecionadores António Saint Silvestre e Richard Treger, com o apoio mecenático da Fundação Millennium bcp e da Lusitânia Seguros e o apoio institucional do Círculo Dr. José de Figueiredo – Associação de Amigos do MNSR.

 

Estará patente ao público até 12 novembro 2023.

Quintas fora d’horas com entrada gratuita até final de setembro

11 de Agosto, 2023

Inscrições
Inscrição online

 

Observações
Mínimo de 5 e máximo de 15 participantes

 

Valor
Gratuito

Até final do mês de setembro, o Museu Nacional Soares dos Reis tem horário alargado e gratuito todas as quintas-feiras, das 18h00 às 20h00.

 

A iniciativa faz parte do programa de verão que tem vindo a dinamizar o Museu desde o mês de junho, com um calendário muito diverso de atividades.

 

Propostas das Quintas fora d’horas em agosto:

 

Tesouros Nacionais da coleção do MNSR
Visita orientada
17 agosto, 18h00
Público | Jovens e adultos

 

Memória e espaço do Velódromo Maria Amélia
Encontro no jardim
24 agosto, 18h00
Público | Jovens e adultos


Um Museu para todos. O olhar de cada um

Apresentação de livro
24 agosto, 19h00
Público | Jovens e adultos


A Peça do Mês – A Escolha do Público

Sessão comentada
31 agosto, 18h00
Público | Jovens e adultos

Em agosto, descobrimos a «Cancela Vermelha» de Silva Porto

11 de Agosto, 2023

Sessões comentadas
30 agosto (13h30) e 31 agosto (18h30)


Inscrições
comunicacao@mnsr.dgpc.pt

Observações
Mínimo de 5 e máximo de 20 participantes

Público
Jovens e adultos

O Museu Nacional Soares dos Reis apresenta, na rubrica A Peça do Mês – A Escolha do Público, o óleo sobre madeira «Cancela Vermelha», de autoria de Silva Porto. As sessões comentadas decorrem nos dias 30 agosto (13h30) e 31 agosto (18h30). Inscrições a decorrer.

 

Cancela Vermelha
Silva Porto (1850-1893)
1878-1879
Óleo sobre madeira

 

A peça pertenceu à coleção do Conde do Ameal (Dr. Ayres de Campos) tendo sido vendida no leilão da coleção em 1921.

 

Integra a Doação Honório de Lima (DHL), feita a favor da Câmara Municipal do Porto em 1941. Elisa Adelaide Bessa Lima, viúva de Eduardo Honório de Lima, em cumprimento da disposição do marido, celebrou, com a Câmara Municipal do Porto, a 17 de Maio de 1941, escritura de doação de 21 quadros da autoria de Silva Porto.

 

O conjunto de 21 obras que constitui a Doação Honório de Lima ficou associado ao Inventário Geral do Museu Municipal do Porto de 1938/39, cujo acervo foi depositado no Museu Nacional de Soares dos Reis em 1940/41.

 

António Carvalho da Silva Porto (1850 – 1893)

Após concluir estudos na Academia Portuense de Belas-Artes, parte em 1873 para Paris, pensionista do Estado em Pintura de Paisagem. Em França pinta em Barbizon, lugar mítico de nascimento do Naturalismo, e em Auvers convive com Daubigny, um dos mestres do movimento.

 

Expõe no Salon em 1876 e 78. Fixando-se em Roma, viaja com Marques de Oliveira por várias cidades de Itália.

 

Em 1879 regressa ao país. As paisagens que apresenta na histórica exposição da Sociedade Promotora das Belas-Artes, em 1880, introduzem a estética naturalista em Portugal. À sua volta, reúne-se um grupo de jovens pintores que se apresenta anualmente nas “Exposições de Quadros Modernos”, e que Columbano celebrizará em 1885 no retrato coletivo O Grupo do Leão.

 

Nos últimos anos de atividade, desenvolve uma pintura de tipos e costumes regionais, que será explorada, de forma mais exuberante, por Malhoa e Carlos Reis.

Visita Orientada aos Tesouros Nacionais da coleção do Museu

10 de Agosto, 2023

Uma Visita Orientada aos Tesouros Nacionais da coleção do Museu Nacional Soares dos Reis é a proposta para o final de tarde do próximo dia 17 agosto, pelas 18 horas, em mais uma sessão do ciclo Quintas fora d’horas. Entrada livre.

 

Inscrições aqui.

O Museu Nacional Soares dos Reis possui um conjunto de 10 peças classificadas como bens de interesse nacional, também designadas de Tesouros Nacionais. Uma classificação atribuída aos objetos de incontestável valor nacional pela sua antiguidade, autenticidade, criatividade, exemplaridade, memória, originalidade, raridade ou singularidade.

 

A realização desta Visita Orientada é, assim, uma excelente oportunidade para percorrer as galerias da nova Exposição de Longa Duração do Museu, detendo particular atenção nas obras de maior relevo.

 

Lista dos Tesouros Nacionais no MNSR

 

O Desterrado
António Soares dos Reis (1847-1889)
1872
Mármore de Carrara

 

Autorretrato de Aurélia de Souza
Aurélia de Sousa (1866-1922)
c. 1900
Óleo sobre tela

 

Casas brancas de Capri
Henrique Pousão (1859-1884)
1882
Óleo sobre tela

 

Busto relicário de São Pantaleão
Autoria desconhecida
Séculos XV e XVI
Prata branca, dourada e pintada; esmaltes; ouro, quartzo hialino

 

Crossa de báculo episcopal
Antonio Arrighi  (ourives)
1740
Prata fundida, cinzelada; dourada

 

Conde de Ferreira
António Soares dos Reis (1847-1889)
1876
Gesso original

 

Janela das persianas azuis
Henrique Pousão (1859-1884)
1882-1883
Óleo sobre madeira

 

Senhora vestida de preto
Henrique Pousão (1859-1884)
1882
Óleo sobre madeira

 

Cruz e Galhetas
Conjunto de cruz-relicário do Santo Lenho e par de galhetas eucarísticas
Índia
Finais do séc. XVII/ inícios do século XVIII

 

Par de Pulseiras
Bronze final Atlântico /1.ª Idade do Ferro – séculos VII / VI (final) a.C.
Achado casual no Rocio de São Sebastião, Castro Verde, Portugal

Visita Orientada «Entre o sol que desenha e a sombra do atelier»

9 de Agosto, 2023

No âmbito da programação proposta para as Quintas fora d’horas, decorre amanhã, dia 10 agosto, pelas 18 horas, uma visita guiada gratuita, com especial incidência nas galerias com trabalhos de Silva Porto e Henrique Pousão.

 

Inscrições aqui.

Em 1867, as Academias de Belas Artes iniciam a atribuição de bolsas a alunos no estrangeiro. Silva Porto (1850-1893) e Marques de Oliveira (1853-1927) foram os primeiros bolseiros em Pintura.

 

Ingressaram na École des Beaux-Arts de Paris em 1873 e, na floresta de Barbizon, conviveram com um grupo de artistas seguidores da pintura de ar livre focando-se nos efeitos da luz sobre a paisagem.

 

Também Henrique Pousão seguiu para Paris em 1880. A pintura de caminhos e ruas, pátios, casas, aspetos de Paris, testemunha o seu percurso criativo, que culmina nas estadias em Roma e Capri.

 

A sua obra, que revela o arrojo e o talento do jovem pintor e o seu interesse absoluto nos valores da pintura em si em detrimento dos temas ou da narrativa, foi entregue, após a sua morte prematura, à Academia Portuense de Belas Artes.

 

Biografias

António Carvalho da Silva Porto (1850 – 1893)

Após concluir estudos na Academia Portuense de Belas-Artes, parte em 1873 para Paris, pensionista do Estado em Pintura de Paisagem. Em França pinta em Barbizon, lugar mítico de nascimento do Naturalismo, e em Auvers convive com Daubigny, um dos mestres do movimento.

 

Expõe no Salon em 1876 e 78. Fixando-se em Roma, viaja com Marques de Oliveira por várias cidades de Itália.

 

Em 1879 regressa ao país. As paisagens que apresenta na histórica exposição da Sociedade Promotora das Belas-Artes, em 1880, introduzem a estética naturalista em Portugal. À sua volta, reúne-se um grupo de jovens pintores que se apresenta anualmente nas “Exposições de Quadros Modernos”, e que Columbano celebrizará em 1885 no retrato coletivo O Grupo do Leão.

 

Nos últimos anos de atividade, desenvolve uma pintura de tipos e costumes regionais, que será explorada, de forma mais exuberante, por Malhoa e Carlos Reis.

 

João Marques de Oliveira (1853 – 1927)

Começou a sua aprendizagem artística muito novo com o mestre particular António José da Costa, matriculando-se em seguida na Academia Portuense de Belas Artes.

 

Colega de curso de Silva Porto, com ele continuaria, entre 1873 e 1879, como pensionista do Estado no estrangeiro, Marques de Oliveira na classe de Pintura Histórica, Silva Porto na de Pintura de Paisagem. Partiu para Paris no final de 1873 e em 1874 inscreveu-se na Escola Nacional de Belas Artes de Paris.

 

Ligado à pintura histórica por dever de pensionato e, mais tarde, de docência, Marques de Oliveira manifestou sempre uma grande sensibilidade pela natureza e pelos estudos de paisagem, que tentou fixar em pequenas impressões. A sua atividade como professor foi notável, levando os alunos ao contacto direto com a natureza, mas insistindo sempre na qualidade do desenho como base de qualquer obra.

 

À semelhança de Silva Porto, foi um dos principais elementos na introdução do naturalismo em Portugal. Faleceu em 1927 e em 1929 foi-lhe prestada homenagem no Porto com a inauguração de um monumento (de autoria de Soares dos Reis) em sua honra, no Jardim de S. Lázaro.

 

Henrique Pousão (1859-1884)

Desde cedo que a família lhe reconhecera talento, manifesto sobretudo em retratos a lápis. Com 10 anos passa a residir em Barcelos e, em 1872, fixa-se no Porto. É nesta cidade que frequenta o atelier do pintor António José da Costa para preparar a entrada na Academia Portuense de Belas-Artes (1872). Muito influenciado por Marques de Oliveira, regressado de Paris em 1879, Pousão ganha o concurso de pensionista, chegando a Paris no final do ano de 1880, acompanhado de Sousa Pinto (1856 – 1939).

 

Em Espanha, tinha visitado já o Museu do Prado e antes de ingressar no atelier de Cabanel e de Yvon, visitou também galerias de arte e museus em Paris, e conheceu o Impressionismo, especialmente em 1881 na região francesa de Puy-de-Dômes, aldeia de Saint-Sauves.

 

Neste ano, muda-se para Roma, onde aluga um atelier e, em 1882, produz significativas obras, também em Nápoles e Capri. Paisagens de um poético e vibrante cromatismo, em exercícios de captação de luz, pinturas de género como Cecília (MNSR), e retratos, com Senhora Vestida de Preto (MNSR), realizado já em Paris, revelam a sua modernidade, invulgar no panorama artístico português.

 

Vitimado aos 25 anos pela tuberculose, a sua obra adquire importância décadas mais tarde.

Dia Internacional da Juventude com entrada gratuita para jovens

9 de Agosto, 2023

O Museu Nacional Soares dos Reis assinala o Dia Internacional da Juventude no próximo sábado, 12 de agosto, concedendo entrada gratuita a todos os jovens até aos 29 anos.

 

Os visitantes dos 12 aos 29 anos são também convidados a partilhar selfies nas suas contas de Instagram tiradas junto a retratos, autorretratos ou bustos da exposição de longa duração, utilizando adereços distribuídos nas salas do Museu.

Os jovens participantes vão colocar-se lado a lado de pinturas e esculturas de artistas portugueses representativos da coleção do Museu como Artur Loureiro, José Malhoa, António Teixeira Lopes e Marques de Oliveira e por um dia serão os principais embaixadores do Museu junto dos seguidores do Instagram.

 

atividade InstaSelfie | Dia Internacional da Juventude decorre das 10h00 às 15h00 com a captação de imagens nas galerias do Museu e respetiva publicação nas contas de Instagram dos visitantes. Nas suas publicações, deverá estar identificada a conta oficial do MNSR no Instagram. Às 17h00 o Museu contabiliza o número de likes de cada imagem e às 17h30 serão entregues prémios na loja do Museu distinguindo os vencedores por cada um dos 3 escalões etários – dos 12 aos 17 anos, dos 18 aos 23 e dos 24 aos 29.

 

O Dia Internacional da Juventude é assinalado em Portugal desde 1999 com o objetivo de promover o potencial transformador da juventude na sociedade e na sustentabilidade social, económica e ambiental. As Nações Unidas definiram como tema para a edição de 2023 «Competências verdes para a juventude: Rumo a um mundo sustentável».

Apresentação do livro «Um museu para todos. O olhar de cada um»

8 de Agosto, 2023

«Um museu para todos. O olhar de cada um» é o título do livro de contos que será apresentado no próximo dia 24 agosto, no Museu Nacional Soares dos Reis, a partir das 19 horas, em mais uma sessão da iniciativa Quintas fora d’horas. Entrada livre.

O livro reúne um conjunto de 10 contos inspirados em 10 peças do acervo do Museu de Lamego, narrativas inéditas assinadas por dez reconhecidos nomes da literatura portuguesa – Andréa Zamorano, Filipa Martins, João Morales, Manuela Gonzaga, Manuel da Silva Ramos, Nuno Camarneiro, Ricardo Fonseca Mota, Rita Taborda Duarte, Rui Zink e Tiago Salazar.

 

Dando forma ao encontro entre a Literatura e o Museu de Lamego, a sua história e suas coleções, livro resulta da exposição homónima, sendo que ambos brotaram da primeira edição de Textemunhos, o Festival Literário, promovido pelo Museu de Lamego, em outubro de 2022, com a finalidade de ensaiar uma maior cumplicidade entre os museus e a Literatura.

 

Num conjunto de iniciativas desenhado em colaboração com o jornalista programador João Morales e o escritor e jornalista Tiago Salazar, decorreu, entre lançamentos, mesas-redondas, leituras encenadas, performances, exposições, teatro, cinema e gastronomia, o anúncio do livro, agora disponível, numa edição conjunta do Museu de Lamego e a editora Ponto de Fuga.